Perfil

Nome: Jandyra Adami Neves
Idade: Entrei nos ENTA faz tempo...
Signo: Escorpião.
Cor: Branca
Coisas que mais gosto: Ler, ver televisão, telefonar, receber telefonemas de amigos, ESCREVER, estar junto dos amigos, céu azul...
Coisas que não gosto: Gente falsa. Conversar com pessoas que sejam pouco inteligentes... Chuva forte...
Frase que mais gosto: Faça do seu presente um passado digno de ser lembrado.

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Jandyra - ebooknet.
Jandyra Adami.
Leitura Atual.
Roberto Cônsoli.
Santa Rita do Sapucaí.

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Sexta-feira, Maio 20, 2005


EU QUERIA VOLTAR NO TEMPO...



Eu queria voltar no tempo.

Qualquer dia...qualquer hora.

Viver o que não vivi

Ser mais feliz do que fui

Queria aproveitar os momentos.

Ter e dar alegria em abundância

Ser mais otimista e alegre.

Saber encarar meus 20 anos

com a felicidade e o charme que tinha

para desfilar em todas as passarelas.

Vibrar mais com os aplausos...

Acreditar que era bonita

e aceitar os galanteios com prazer...

Queria ter meus 11 anos

Quando recebi Jesus pela primeira vez

em meu coraçãozinho tão puro.

Aproveitar bem a presença de meu pai

antes de sua partida quando eu tinha só 10 anos.

Voltar à infância, naquela pureza de meu tempo.

Cantar, dançar, com meu pai ao piano.

Fazer tudo que fazia, com a família reunida

Cabelos cacheados, olhos bem verdes...

Linda menina eu era...

Voltar para os braços da mamãe e de todos.

Ser aquele bebê bonito que todos amavam.

Alimentar-me com o leite materno,

mais puro e cheio de amor,

amor de mãe que é o maior que existe.

Queria depois, voltar ao útero materno,

lugar mais protegido que tem o ser humano.

E, finalmente, queria ser o orgasmo

de um casal apaixonado

pois eu fui feita com muito amor...

O verdadeiro amor de duas pessoas

que viveram somente uma para a outra:

Meu pai e minha mãe...



Jandyra
04/03/05.


Postado por Jandyra Adami.

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Domingo, Maio 15, 2005




Até quando terás,
minha alma,
esta doçura




Até quando terás, minha alma, esta doçura,
este dom de sofrer, este poder de amar,
a força de estar sempre ¿ insegura ¿ segura
como a flecha que segue a trajetória obscura,
fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?


CECÍLIA MEIRELES.


Postado por Jandyra Adami.

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Quinta-feira, Março 24, 2005




QUERO TE VER


Eu queria te ver nem que fosse um pouquinho
através da janela, da cortina, ou mesmo lá na rua
Eu queria saber como estás...Teu rosto, teu corpo,
Tudo eu queria... Matar a saudade dentro do peito
Saciar o desejo de te ver de perto, desnudar-te todo
E fugir contigo para qualquer canto onde pudesse
Abraçar e beijar teu corpo nu e molhado,
do sereno da noite ou da chuva...
Eu queria te lamber o corpo e deixar nele
marcas da minha paixão alucinada
Misturar minha saliva à tua, num beijo
prolongado e sem fim
Era assim que eu te queria meu amor
Todinho meu, sem pressa de ir embora,
Solto em meus braços até que eu adormecesse,
de prazer, de amor.... de te possuir
Sem hora marcada, sem ninguém a tua espera...
Sem ninguém a esperar por mim
Serias só meu eternamente e nossas duas vidas
unidas, jamais seriam separadas...
É assim que te quero amor, sempre hei de querer
Ficarei a tua espera anos e anos até que apareças
E se nunca vieres ao meu encontro eu viverei da lembrança,
dos dias em que fui tua e foste meu, pela primeira vez.
A vez primeira quando, em teus braços
me fiz mulher e dei-te o carinho mais puro:
o meu corpo, meu coração e minha alma...


Jandyra
10/02/2002





Postado por Jandyra Adami.

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Segunda-feira, Março 21, 2005




HOJE SOU TUA...


Pronto...
Estou morta.
Pega meu corpo
e põe em tua cama.
Sacia teu desejo
Alguma vez me desejaste?
Aproveita. Faça o que quiseres...
Eu não direi nada.
Concederei tudo.
Morda-me com tua boca em brasa:
qualquer lugar: escolha...
Não te farei parar.
Cubra-me de beijos, ardentes...
Suga o mel de minha boca
Beija meus olhos, meus seios...
Qualquer lugar que quiseres.
Meu corpo hoje é teu
Faça-me mulher
A mais querida e desejada
Depois que fizeres tudo,
matar teu desejo, se é que tens ainda,
descansa ao meu lado,
e em seguida cubra meu corpo
com o manto de tua saudade...


Jandyra
02/11/2002




Postado por Jandyra Adami.

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Segunda-feira, Março 14, 2005





Castro Alves Aniversário - Dia da Poesia -



UM POUCO DE CASTRO ALVES




Antônio de Castro Alves nasceu na Fazenda das Cabaceiras, município de Muritiba, comarca de Cachoeira, na Bahia, aos 14 de março de 1847.


Teve como ama de leite a preta Leopoldina. Dizem que se tornou o "Poeta dos Escravos" por inspiração desse leite.


Foi um menino precoce. Aos 10 anos aprendeu francês para ler Victor Hugo no original.


Numa aula do Padre Turíbio Tertuliano Fiúza, para exercício de tradução de um trecho clássico, foi sorteada uma poesia de Horácio. Castro Alves pergunta se pode traduzir o poema latino em verso. Permitido o seu desejo, o rapaz lê um belo trabalho que deixa mestre e colegas maravilhados.


Numa aula de moral, o professor, Dr. Abílio de César Borges, pergunta aos alunos: Qual a maior vergonha para um povo? Cada um responde de acordo com o seu pensamento juvenil.

Ser covarde - dizia um.

Ser arrogante - respondia outro.

Chegou a vez de Castro Alves . Este levanta-se e exclama:

"A maior vergonha para um povo é ter escravos!"

Era este o prenúncio de sua luta conta a escravidão.


Seu apelido familiar era "Secéo".


Gostava de caçar. Um dia, saiu ele para a caça. Em dado momento, ao dar um salto, nos matagais, foi infeliz. A carabina disparou e toda a carga de chumbo atingiu-lhe o calcanhar direito.

Era seu médico o cirurgião Dr. Mateus de Andrade. Este, de acordo com outros colegas, concluíra pelo recurso extremo, amputação, uma vez que o pé já se apresentava com gangrena. Foi penosa essa operação. O estado de fraqueza de Castro Alves, devido à tuberculose, não permitia o emprego de clorofórmio, único anestésico da época. O poeta submeteu-se ao martírio, com o maior sangue-frio. Não soltou um gemido.

Antes da intervenção, dizia ele ao Dr. Mateus:

"Corte-o, corte-o, doutor, ficarei com menos matéria do que o resto da humanidade."


Depois, a convalescença se foi, aos poucos, acentuando. Somente a tuberculose não se detinha. O poeta o sabia e procurava iludir-se a si mesmo.


Seis de julho de 1871. Castro Alves não viveria mais. Pela manhã o Padre Turíbio Tertuliano Fiúza, o seu professor de Latim no ginásio, veio lhe ministrar o sacramento da extrema-unção.

O poeta reconciliou-se com a religião. Ele fora sempre católico. Apesar de afastado da religião sempre foi um homem de fé.

Padre Fiúza, sacerdote virtuoso e bom, tremera de emoção e de dor. Era aquele o seu menino de ouro, que traduzira em verso, quando criança, uma página de Horácio. E chorou!


Às três e meia da tarde Castro Alves soltou o último suspiro.

Descreve D. Adelaide, sua irmã, os seus últimos momentos:

"Imóvel já, o olhar fito nessa nesga do céu que se descortinava da janela aberta em frente ao leito em que jazia - pouco a pouco a luz desse olhar foi amortecendo, até de todo difundir-se nas sombras da eternidade."


E o "Condor" pousou!


Assim terminaram os dias de um poeta notabilíssimo, de um patriota extremado, grande pelo talento, pelo ideal, pela beleza criadora dos seus sentimentos humanos.


O nome Castro Alves patrocina a Cadeira nº 7, da Academia Brasileira de Letras, criada pelo poeta Valentim Magalhães.


Bibliografia:

A Vida Gloriosa de Castro Alves - Palha, Américo - Enciclopédia Histórica

Juçara Medeiros Lasmar - publicado na E-zine 9




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Sábado, Fevereiro 26, 2005




Não sei


Sozinha volto ao meu apartamento.
Percorro os cômodos
como se quisesse achar alguma coisa que perdi.
Não sei o que é e nem se me faz falta.
Quero encontrar algo que nem eu sei.

Será que tive aqui um grande amor?
Será que passei aqui momentos de muita alegria e felicidade?
Acho que procuro a mim, neste local cheio de móveis, sem ninguém por perto.
Vou andando e tudo me parece recordar algo que não lembro.
Meu passado... meu presente...Não sei o que faço aqui.

Abro a janela e o sol atinge meu rosto com agressividade.
O ar que entra, a brisa em meu rosto me faz ter saudade.
Saudade de que?
De quem?
Sou uma pessoa ou uma coisa?
Afasto a cadeira de balanço e
sento nela.

Parece que isto me faz bem.
Seu vai vem me proporciona uma sensação suave e encantadora.
Abro gavetas de uma cômoda.
Objetos pessoais, roupas e fotos.
Parece que lembro de qualquer coisa.
Fico perdida na fantasia louca de meus pensamentos.
Não sei o que vim fazer aqui, depois de tanto tempo...

Descanso meu corpo na cama e durmo...


Jandyra Adami



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Sábado, Dezembro 18, 2004



Sem compromisso

Eu quero amar sem compromisso, sem ter que dar satisfações a ninguém. Quero que me pegues pelo braço e leves onde teu querer mandar... Vamos curtir sozinhos nossas vidas, nossos desejos de almas gêmeas que um dia se encontraram, por acaso, nas circunstâncias que a vida presenteia àquelas pessoas que procuram com obstinação a felicidade, a qualquer preço.Vamos seguir nosso caminhos juntos e parar onde for o ponto ideal para ancorar nossos corpos e deixar que o amor faça deles o que quiser. Pode ser numa cachoeira, num campo bem verdinho, naquela relva macia à sombra de uma frondosa árvore. Talvez um chalézinho, bem no centro daquela mata, onde o ar é tão puro que chega a ser perfumado. Iremos até onde o céu encontra a terra, lá longe... e depois retornaremos, com a certeza de que nosso amor é tão lindo como o arco íris que avistamos após aquela chuva que caiu antes do anoitecer... Voltaremos exaustos para a selva de pedra e, cada um para o seu lado, recordaremos os momentos vividos juntos...só nós, a sós... Que delícia a vida...

Jandyra
16/06/2001



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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004

CAFÉ LITERÁRIO!



"A tarefa não é tanto ver o que ninguém tinha visto,
mas pensar o que ninguém pensou a respeito do
que todo mundo vê".
(Schopenhauer).

***



Amigos da Internet, segue o release sobre o próximo evento no projeto O Autor na Praça.
Aproveitamos para lhe fazer o convite e solicitamos apoio na divulgação através de inserção no sítio/portal,
boletim, informativo e/ou repasse. Informações adicionais: cafe-literario@superig.com.br

No próximo sábado, dia 18 de dezembro, o projeto O Autor na Praça promove os lançamentos da
revista Discutindo a Literatura, publicada pela Escala Educacional; e do tablóide Café Literário,
editado pelo Instituto Cultural Andarilhos das Letras.

Contaremos com a presença de Clenir Balize de Oliveira e Érica Sallum, coordenadora e editora
responsável da revista Discutindo a Literatura e participação de autores integrantes da edição do Café Literário, como Palena Duran, Paula Cury, Donizeti Moreira, Flavio Alberoni e Alberico Rodrigues entre outros.
Informações sobre o tablóide e a revista abaixo.



Participação especial da jornalista Raquel Maranhão Sá, autografando o livro
Cineastas de Brasília, que apresenta um painel do cinema de Brasília desde a década de 60
e traz entrevistas com 51 cineastas, entre eles: Nelson Pereira dos Santos, Tisuka Yamasaki,
Vladimir Carvalho, Maurice Capovilla e outros.
(Cineastas de Brasília - Edição Independente, R$ 37,00)



SERVIÇO:

O Autor na Praça

Lançamentos do

tablóide Café Literário

&

Revista Discutindo a Literatura.

Dia 18 de dezembro

Sábado, a partir das 14h.

Espaço Plínio Marcos

Feira de Artes da Praça Benedito Calixto

Pinheiros

SP



Sobre o Café Literário

é um tablóide bimensal editado pelo grupo de literatura Andarilhos das Letras
e estará completando três anos em janeiro próximo.
A partir de 2005 a publicação terá
suporte técnico e administrativo pelo Instituto Cultural Andarilhos das Letras, criado a
partir do grupo editor justamente para a manutenção do projeto e sua aproximação com as leis
de incentivo à cultura e distribuição mais abrangente. Durante estes três anos o jornal - que tem
editores associados no Brasil e Europa - foi distribuído em todo o Brasil, Japão, Espanha,
Portugal e outros países de língua portuguesa. Esta décima oitava edição fecha, portanto,
o primeiro ciclo da publicação e abre caminho para redirecionamentos mais abrangentes já
a partir da primeira edição de 2005, que deverá circular em fevereiro.
(Andarilhos das Letras - distribuição gratuita)



Sobre a revista Discutindo a Literatura

A Escala Educacional fecha o ano de 2004 com mais um lançamento, a revista "Discutindo Literatura".
Dessa forma, dá mais um passo decisivo no sentido de fazer com que as bancas de jornal sejam um
canal importante na distribuição de conhecimento.



Discutindo Literatura é uma revista de amplos horizontes, que pretende debater a literatura em todas
as faces, respeitando sua complexidade e fazendo dessa característica um forte elemento de sedução,
um convite para saborear e descobrir toda a riqueza que há no mágico e fascinante mundo das letras.
Na pauta de estréia, uma matéria de capa instigante sobre a obra o poeta Augusto dos Anjos. Tem ainda
um mergulho nas raízes da nossa língua, mostrando a influência tupi na formação do Brasil. Em "Brasilidades",
um raio-x mostra a efervescente produção cultural da Paraíba. Um olhar para o mundo, e Discutindo Literatura
aborda a mitologia grega na Teogonia, de Hesíodo. Marcel Duchamp é o personagem de "Literatura & Arte".
Voltando ao Brasil, e falando em personagem, uma apresentação da pessoa e da obra de Patativa do Assaré,
o genial poeta do nordeste. Mais: uma análise de Os pêssegos verdes, de Augusto Meyer.



No início do segundo semestre deste ano, a Escala Educacional, já havia colocado nas bancas as revistas
Discutindo a Geografia e Desvendando a História. Ambas tornaram-se, em pouco tempo, referências em suas
respectivas matérias. A primeira edição de Discutindo Literatura chega num momento oportuno, principalmente
para os que se preparam pra os exames vestibulares.



Revista Discutindo a Literatura, R$ 6,90, 68 págs.

Editora: Escala Educacional

Coordenadora: Clenir Balize de Oliveira / Editora responsável: Érica Sallum



Andarilhos das Letras
grupo libertário de debates sobre Literatura & Arte.
Leia o tablóide impresso Café Literário, com textos inéditos e exclusivos
dos Andarilhos das Letras Editores Associados.




Postado por Jandyra Adami.

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Domingo, Novembro 21, 2004




Limpando a alma.


Hoje não estou para ninguém...

Quero ficar com os meus pensamentos.

Sozinha...Pensar em tudo que fiz,

e que fizeram comigo.

Quero medir as palavras,

se é que isto é possível,

e fazer um balanço de minha vida.

Quero somar os prós e os contras.

Dividir minhas más ações em pedaços

tão pequenos, que sumam do meu pensamento.

Multiplicar o bem que fiz e fazer mais ainda

para minorar o sofrimento das pessoas

que realmente precisam de minha ajuda.

Não falo só no plano material, claro...

Tem pessoas que precisam mais de ajuda

no sentido pessoal. Uma ajuda em forma de carinho,

compreensão, um ombro amigo para desabafar.

Conselhos para resolver problemas insolúveis,

à primeira vista. Abrir uma porta para a solução

de um caso difícil, aos olhos de quem sofre.

Nós sempre podemos ajudar nosso semelhante.

O que falta é boa vontade,falta de tempo.

Primeiro queremos resolver os nossos problemas

para depois pensarmos nos outros...

Não pode ser assim. Temos que dividir o tempo

de uma maneira que haja hora para tudo.

Quero rever as pessoas que me fizeram o bem,

agradecer novamente, com um abraço cheio de ternura.

Reviver aqueles momentos tão bons em que me acolheram,

de uma maneira ou outra, num momento alegre

ou triste de minha vida. Nem sempre precisamos de auxílio,

somente em horas difíceis.

Àqueles que me fizeram mal, quero rever também.

Não para repudiar ou fazer pouco, mas, para dar o meu perdão...

Nem todos estão vivos, eu sei.

Àqueles com quem eu não puder falar, pedirei a Deus,

em forma de orações, que o faça por mim.

Ele saberá transmitir meu perdão

a todos que me maltrataram, caluniaram, desrespeitaram,

numa atitude tão vil que só agora posso perdoar.

Quero ficar com a alma limpa... O coração em festa,

sem guardar rancor nem amarguras

que prejudiquem o meu viver.

É como se Deus me abrisse o peito e tirasse de lá

tudo de negativo que exista.

Eu serei mais feliz e as pessoas também...

Em meu coração, em meu pensamento,

só haverá lugar para os bons...

Assim como você...


Jandyra
23/07/01



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Terça-feira, Novembro 09, 2004




Deus existe?


A vida...O que é a vida?
Um presente de Deus.
Deus... Quem é Deus?
Deus é TUDO...

Deus nosso Mestre

O céu azul... que beleza.
Quando a noite chega, escurece
E logo as estrelas aparecem,
A lua...Tudo acontece.

Deus...Nosso Pai

O mar, no seu azul celeste
Leva suas águas por todo planeta.
As vezes mansas,
As vezes bravias...

Deus... Nosso Irmão

O vento... Que ajuda o veleiro,
A brisa, que acaricia seu rosto,
A luz, que clareia o mundo
O perdão que alivia a consciência

Deus...Nosso Amigo

A alegria que mata a tristeza
O carinho que esquenta a alma...
O sorriso que espanta o pranto
A presença que mata a saudade

Deus... Nossa Luz

Tanto nas coisas do mundo
Como nos sentimentos
Deus está sempre presente
Pois foi Ele o criador de tudo

Deus...Nossa Vida...

Jandyra
16/06/01


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Sexta-feira, Novembro 05, 2004




Amor no outono da vida


Só hoje meu bem, vou lhe contar um segredo

que trago guardado no peito, não faz muito tempo...

É que, olhando em seus olhos,

seu modo de falar e de tratar as pessoas

ocorreu em meu coração uma mudança de sentimentos

que até então nutria por você.

Nós sempre fomos amigos inseparáveis,

pelo menos no pensamento, pois moramos em cidades diferentes.

Passei a admirar o homem no seu mais íntimo momento,

analisar nossas condições de vida

e ver se possível seria algo mais que amizade.

Saiba meu bem...parece que faz tempo,

parece que há muito nos amamos,

numa cumplicidade que só nós sabemos.

Que coisa estranha!

Tivemos tantos momentos juntos e não soubemos aproveitar!

Este amor de outono, será correspondido?

Eu falo como se já tivesse certeza de que você também me quer...

Se agora vai saber do meu segredo,

como posso falar como se tudo fosse real em nossas vidas?

Acho que meu sentimento é tão sincero e rico

que só ele dará para nós dois.

Enquanto eu estiver amando assim,

de uma maneira sutil e delicada,

você pode ficar procurando a sua amada

durante seus passeios pela vida afora.

Eu vou ficar aqui quietinha, esperando que não encontre outra

para ocupar seu coração, que eu quero,

seja só meu e de mais ninguém..

Cansado da procura, um dia haverá de me achar,

quietinha no meu canto, mesmo que seja

numa cadeira de balanço, balançando pra lá e pra cá..pra lá e pra cá...

Que este barulhinho da cadeira seja quebrado

apenas pelo barulho da maçaneta da porta

quando você chegar, para me buscar...



Jandyra
06/07/01



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Terça-feira, Novembro 02, 2004

Anita



Estou sentado, à tua espera,

minha doce e querida Anita...

Por que me deixas sempre aflito,

sem saber se vens ou não?

Enquanto aqui espero, inquieto,

tu ficas de bar em bar,

de mão em mão, mesmo sabendo

que o que estes homens querem

é somente o prazer de tua carne jovem,

sedosa, gostosa, com teu sangue quente

a provocar prazeres incontidos nesta corja que habita

o sub mundo, lugar que nem devias saber que existe.

Eles querem sugar tua juventude,

beber o mel de tua boca e percorrer,

com as mãos sujas todas as curvas de teu corpo...

Não te deixes enganar, querida minha. Volta pra mim.

Vem...eu te peço, imploro se preciso for...

Dentro do meu peito tu és a única,

a rainha absoluta de meus sonhos,

dos meus prazeres incontidos, escondidos

tão dentro de mim que, as vezes, eu mesmo me perco

à procura dos meus sentidos, do meu desejo,

da minha paixão tão antiga e que, dia a dia mais aumenta...

Tu sabes do meu amor e por isto me desprezas.

Mas, ficarei te esperando toda a vida, se preciso for.

Há de chegar o dia em que, cansada da orgia,

da vida que levas, enojada dos homens que tens a teus pés,

voltarás para o nosso mundo, aquele que só nós dois conhecemos,

de onde nunca devias ter saído. Estarei lá, a tua espera,

com o coração batendo, desvairadamente, a fim

de celebrarmos a delícia da vida... da nossa vida...

do nosso amor...


Jandyra
23/08/01




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Sábado, Outubro 30, 2004




Alma Criança


Quando a solidão bate em meu peito

Corro para um lugar tranqüilo

E deixo que minha alma criança

saia correndo pelos campos, mares, pelos ares.

Ela rola nas campinas, anda sobre as águas do mar.

Voa, feliz, como uma borboleta, pelo céu azul,

Sem que ninguém a atormente

Livre de preocupações e preconceitos

Sem problemas e feliz... muito feliz

Minha alma criança me leva ao passado

E revivo emoções, momentos sublimes

de amor, de carinho, de amizade...

Me vejo dançando, rosto colado,

com aquele namorado, muito amado,

ouvindo baixinho, palavras de amor

tão sinceras e verdadeiras. Sussurrava também

ao ouvido dele, na dose exata, o que meu coração ditava.

Ao nosso lado não víamos ninguém.

O mundo não existia...Era êxtase...fantasia...Que pensar?

Pensávamos só em nós dois, vivendo aquele momento

que era só nosso. Dezenas de pessoas nos olhavam

mas para nós nada existia...Seria realidade ou fantasia?

Como era bom amar quem nos amava,

Como era bom me saber querida..

O tempo passa...o sol se esconde...

Volto ao presente e minha alma criança

volta para dentro de mim e adormece

Eu olho mais um pouco o céu, o sol se escondendo,

Busco alguma coisa pra levar comigo

deste passeio que acabou e também o sonho.

Só encontro a saudade que vai ficar burilando

meu pensamento, até que eu volte, outro dia,

para deixar sair de mim, da minha fantasia,

a minha alma de criança...

Jandyra Adami
07/03/02



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Sexta-feira, Setembro 17, 2004




Não demores



Olhando pela janela vejo um céu tão azul

Que mais parece uma pintura

Uma ave passa voando e com ela vai meu pensamento

Fico parada, como se o tempo parasse também

Logo tua figura aparece á minha frente, como se fosse por encanto

Onde estás amor, por que sumiste?

Volta pra mim... tu sabes que sem ti

minha vida é um céu sem estrelas, um mar sem ondas, um dia sem sol...

Por que me deixaste sozinha naquele dia em que partiste

dizendo que voltarias antes do anoitecer?

Fiquei a tua espera anos e anos E agora, já com os cabelos grisalhos,

as rugas na face, o corpo já sem as curvas que tanto amavas..

Fiquei a esperar-te, na certeza de que virias

para realizarmos nossos desejos de amor.

Eu seria tua, de corpo e alma

E tu, que me dizias, serias somente meu, de mais ninguém.

Que foi que aconteceu contigo? Por que não vieste me buscar?

Sabias que onde quer que fosses, eu iria também

Minha vida, era tua vida, meu sonho era te fazer feliz

Não acredito que tenhas arrumado outra mulher

E colocado em teu coração, no meu lugar, em tua vida de homem feliz que eras..

Olho á minha volta e tu permaneces parado. Pergunto e não respondes.

Por que amor, por que fugiste de mim?

Hoje vivo sozinha a espera de tua chegada mas, o que receio, é que não venhas mais E o que eu vejo é apenas uma lembrança,

A tua figura permanece em minha retina e como ficas calado e não me dizes nada pressinto que continuo só.. O que vejo é apenas o reflexo do meu amor

Do meu coração cansado que insiste em querer te amar até meus últimos dias

Vou deitar... Se chegares, vá até o meu quarto e me acorde com um beijo

como fazias antigamente Eu estarei lá te esperando e deixarei a porta entreaberta na esperança de que, esta noite, apareças..

Não te esqueças da rosa branca...aquela que trazias todas

as noites em que vinhas ao meu encontro...

Vou te esperar amor... Não demores...



Jandyra
11/06/01


Postado por Jandyra Adami.

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Sábado, Agosto 21, 2004



Minha Janela


De minha janela eu vejo o mundo

E ele não me vê

Estranha sensação de ser anônima

No mundo em que vivo e vou morrer

Vejo meu passado e o presente

As pessoas que passam e não mais verei,

os casais de mãos dadas, jurando amor,

nem sei...

O sol, quando está forte, queima minha pela branca

A chuva molha meu corpo e sinto nisto a liberdade.

Ela entra sem pedir licença e suas gotas, pequenas,

Molham até o chão...

Quando anoitece, é a lua que entra sem receio

e faz meu coração pulsar mais forte

Porque a lua cheia traz consigo

a lembrança de noites felizes, de amor e aconchego.

As estrelas, companheiras, ficam espiando o que faço

e são parte deste quadro que pintei de minha vida

quando recordo as coisas do passado...

Lá fora as pessoas passam e não sabem nada de mim

Se sou bonita, feia, loira ou morena.

Somente eu tenho o privilégio de ficar na minha janela

Ela é a única coisa que Deus me deu...

O mundo me ignora, mas eu sinto, vejo, penso.

Sou uma pessoa romântica e sedutora,

à espera de alguém para me fazer companhia,

aqui na minha janela...

Jandyra Adami
18/08/02



Postado por Jandyra Adami.

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Terça-feira, Agosto 10, 2004



O menino e as rosas


Quando saio para minhas caminhadas, parar numa rua com amigos, sentar num banco qualquer, eu vejo a figura de um menino, muito loirinho, cabelos encaracolados, olhos verdes, brilhantes, demonstrando uma inteligência privilegiada.

Presto muita atenção no que faz, no que fala e as vezes tenho vontade de conversar com ele. Seu nome é André.

Ele vende rosas. Tem sua clientela feita mas, mesmo assim, entra nos bares, vai para o sinal de trânsito, a fim de vender o seu produto. Fica à porta da Igreja, enfim, ele roda a cidade.

As vezes chego mais perto e escuto o que ele diz:


- " Uma rosa, meu amigo, ou um botão, para levar a quem te deu a vida, tua mãe querida..."


Não há quem resista ao charme do garotinho e à maneira com que fala, com desenvoltura e com a voz muito firme.

Ele almoça por onde está quando lhe dá fome. Um dia, estava comendo e eu me aproximei:

- Oi garoto, que belas rosas tem em mãos. Você vende todas, todos os dias?

- Oi senhor...tudo bem? Não, eu não vendo todas todos os dias. Tem dia que os fregueses estão mal humorados, não me deixam nem falar. Pensam que eu vou pedir esmola, sei lá o que vai naquelas cabeças cheias de ódio.

-Por que ódio, André ?

- Pela maneira com que eles respondem, vejo que estão com raiva da vida, com raiva de tudo, até de mim que acabo de chegar.

-Problemas em casa, com certeza. Briga com a namorada, com a esposa...

- Pois é. Se ao menos um me ouvisse, teria uma boa chance para fazer as pazes, abrir os corações, agradar á quem ofendeu. Eu ofereço a rosa e eles nem percebem que está ali o começo da paz. Quem oferece rosas está querendo agradar a outra pessoa. O senhor não acha?? Eu acho sim André. A natureza nos deu coisas tão lindas e as pessoas, neste corre corre da vida, nem se dão conta do que podemos usufruir dela.

- Péra aí, deixa eu ir lá vender uma rosa para aquele moço que parou ali.

Parece que está esperando por alguém.

E lá foi André correndo a fim de conseguir mais um freguês.

-Oi moço, tá esperando alguém? Compre uma rosa para seu amor, assim, quando ela chegar você terá em mãos um belo presente.

- Não meu pequeno vendedor... eu não estou esperando meu amor. Estou esperando meu pai para irmos almoçar em casa.

- Que bom que o senhor tem pai. Ele é bonzinho?

- Claro que é. Por que, o seu não é?

-Eu não tenho pai. Vendo rosas na rua para ajudar minha mãe. Ela não pode trabalhar e eu sou o filho mais velho. Meu pai morreu faz tempo. Eu queria muito ter um pai para esperar por ele, todas as tardes, na porta do nosso barraco.. Minha mãe é muito boa mas acho que um pai deve ser uma pessoa muito importante na vida da gente...

- É sim...Muito importante. Sabe o que vou fazer? Vou comprar uma rosa sua para dar ao meu pai.

- Oba!!! seu pai vai ficar muito contente moço.

André voltou para acabar de comer. Sua comida já estava fria mas ele não se importava. Seus olhos brilhavam de felicidade por ter vendido mais uma rosa.

- Quanto custa cada rosa André? perguntei

- O amor não tem preço senhor. A pessoa dá o que quiser. A rosa significa o amor que uma pessoa sente pela outra. Quem dá fica muito mais feliz do que quem recebe. O senhor já recebeu uma flor de alguém?

-Hummm!!! Deixe eu pensar...Acho que não. Nunca recebi. Mas sempre ofereço.

- E o senhor não fica feliz em oferecer amor aos outros?

- Sim, fico muito feliz. Todas as vezes que dou flores, meu coração se enche de alegria porque as pessoas também ficam felizes. Você tem razão André, quem oferece fica muito mais feliz.

-Bem...deixa eu ir andando um pouco senão as flores murcham, o pessoal passa e eu não vendo tudo.

E assim começou minha amizade com o vendedor de rosas, o pequenino André, cuja inteligência ultrapassava o limite do que poderíamos esperar de uma pessoa sem estudos, morando numa favela, sem estudar e sem conforto.

Dias, semanas, meses, a gente se encontrava, batia um papinho sempre que possível.

Uma ocasião eu estava parado na esquina, conversando com amigos, e uma ambulância passou, como sempre, voando, para atender alguém. O local não era longe. Fomos todos para ver o que tinha acontecido.

Lá chegando...oh! Deus, que tristeza.. orri para perto. A polícia não queria me deixar passar. Eu empurrei todo mundo Vi esticado no chão, o corpinho franzino, o cabelo loiro e encaracolado, os olhos verdes ainda abertos, o meu querido amiguinho vendedor de rosas. Ao lado, algumas rosas espalhadas, perto de sua mão...

Agachei e senti que André já estava morto. Que emoção meu Deus! Como vou ficar sem o meu amiguinho vendedor de flores?

Antes que alguém colocasse os jornais cobrindo o corpinho de André, eu o beijei e coloquei sobre seu corpo, todas as rosas que restaram, naquela tarde fatídica quando ele foi atropelado e morto pelos animais que dirigem no nosso trânsito louco.. Aquelas rosas demonstravam o meu amor por ele, como ele mesmo me ensinou: "- Dar rosas é dar amor, o senhor não acha?"

Tratei de tudo.. Levei André para casa, depois providenciei o sepultamento.

Os dias passam, vamos vivendo conforme Deus quer.

A saudade é constante. Mas...todos os dias eu converso com meu amiguinho... vendedor de rosas...

Como? Olhando a natureza... Eu vejo André nas nuvens, naquele passarinho que chega quase perto da gente, nas borboletas que as vezes rondam nossa janela., nas frutas que vejo nas árvores e principalmente nas rosas que vejo nos jardins.

Eu o vejo num cãozinho que se enrosca em minha perna e me olha como que pedindo alguma coisa.

Toda natureza me traz André de volta.

Toda semana, vou visitá-lo e levar amor para colocar em cima de sua cova.

Muitos amores, de todas as cores, como ele gostava de vender.

-"Oi moço, vai levar uma rosa para sua querida?"

Parece que ouço esta frase quando vejo um garotinho chegar perto de um carro para esmolar ou vender alguma coisa.

É a força da amizade e do amor que me traz, quase toda hora, o meu loirinho, meu adorado "filho", no plano espiritual do amor, adotado por mim e por todos que sabem da minha história...

N..A.- Não esqueça de oferecer amor à quem você gosta enquanto há tempo.



Jandyra Adami


Postado por Jandyra Adami.

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Sábado, Julho 17, 2004



Diário de um amor


A noite é longa e assustadora. Lá fora a chuva cai fortíssima

carregando tudo que encontra pela frente.

Casas desabando, carros arrastados

raios e relâmpagos cruzando o céu

na certeza cruel de assustar pessoas

e destruir o que achar em seu caminho.

Estou tranqüilo em meu leito lendo o Diário

que escreveste, o nosso Diário, do nosso amor...

Cada página que leio vivo de novo, intensamente,

como se estivesses comigo. Chego a sentir teu perfume,

teu sussurro ao meu ouvido dizendo palavras de amor.

Sinto tuas mãos passeando em meu corpo

como se fosse real o nosso encontro.

Com minhas mãos acaricio teus cabelos, sedosos, brilhantes,

e, tenho a sensação de que estás comigo.

Tudo está escrito aqui, nestas folhas,

amareladas pelo tempo mas que registram tudo que vivemos.

Foi bom meu amor, muito bom te conhecer, te amar,

ser amado por ti aqui neste mundo cruel

onde os corações apaixonados nem sempre podem

realizar seus sonhos de amor, de viverem juntos,

intensamente, cada minuto da vida.

Permaneço fiel a ti, como combinamos.

Nas noites de saudade, deito e leio nosso livro de amor,

onde contas o que vivemos, tão explicadinho,

com aquele seu jeitinho de escrever e narrar nossos momentos.

Tua camisola está aqui, em teu lugar. Olho para ela e te vejo,

alegre e sonhadora, confiante na vida, na vida que te foi roubada,

sem aviso, sem dar tempo de nos despedirmos.

Se queriam nos separar não conseguiram.

Continuarei te amando até que chegue o dia em que

seja chamado para ir ao teu encontro...

E a nossa cama ficará vazia para sempre.

Vou deixar em cima dela o nosso Diário.

Quem sabe, alguém que o pegue, possa ler a nossa história,

a história de duas pessoas que se amaram na terra

e serão felizes, eternamente no céu...


Jandyra
07/03/02


Postado por Jandyra Adami.

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Sábado, Julho 17, 2004



Amor bandido

Eu chorei na tua partida porque sabia que não voltarias

Há certas coisas que descobrimos, antes mesmo que aconteça

Tua passagem pela minha vida foi tão rápida mas serviu

Para deixar em mim todo este amargo recordar de dias turbulentos

Que aconteceram conosco

Mesmo assim eu te amei demais e fui amada também.

Amada de um modo estranho, do jeito que tu sabias amar

Carinhoso ao extremo, de repente viravas um vulcão em erupção

Eu te compreendia e te queria, não sei o que pensava meu coração

Para aceitar um amor assim cheio de altos e baixos,

Assim como as rosas têm espinhos, ninguém esquece sua beleza, seu perfume

Teu amor era tal qual a roseira

Cheio de beleza e perfume, carinhos e sutilezas,

Grosserias entre tapas e beijos

Inacreditável que eu te aceitasse...

Como um cão vadio que chega ao seu algoz, eu te beijava o corpo, os lábios,

após cada agressão... Que vida era a minha?

Não sei dizer. Era uma cega a caminhar sem rumo

A procura do amor verdadeiro

E.. chorei por ti, quando partiste, como alguém que estivesse perdendo

Um tesouro muito grande.

Hoje não terias chance em me fazer sofrer

A vida, escola divina, me fez aprender

A diferença entre o bem e o mal e também, valorizar meu corpo,

a minha pessoa. Ter dignidade para saber escolher o meu amado

e rejeitar pessoas do teu nível

Nunca mais tive notícias tuas e assim quero permanecer

Pra que lembrar de insignificâncias se há tanta coisa

Bonita para se ver. A própria vida, tão bela, cheia de cores

Faz com que, a cada dia, olhemos o sol que brilha

E a lua que enfeita a noite. Nada mais belo que

Respirar a riqueza de poder viver...


Jandyra
27/10/01


Postado por Jandyra Adami.

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Sexta-feira, Julho 16, 2004

Destino Cruel.


Estou sozinho nesta primavera que começa

E sei que estás feliz ao lado de outro alguém

Isto me magoa e não consigo

Esconder tamanha frustração em minha vida

Meus amigos me aconselham que eu te esqueça

Mas, como esquecer se deixei contigo meu coração?

Quando passo pela rua onde morávamos

Olho nossa janela iluminada, fico pensando:

Quem estará vivendo naquele apartamento

Onde vivi meus melhores anos da vida?

Quem estará em nosso quarto, olhando as paredes

e o teto, onde muitas vezes ficamos a observar,

depois de uma noite de amor, antes que a exaustão

tomasse conta de nossos corpos e, aos poucos,

íamos adormecendo abraçados,na certeza

de que nosso amor era eterno e nosso destino

seria sempre juntos, até que a morte nos separasse.

Eu acreditava que me amavas e fui envolvido

pelas tuas artimanhas, até aquele triste dia

em que, chegando em casa, encontrei teu bilhete de adeus

Foi um rude golpe, fiquei sem rumo, sem saber como

conseguir viver sem a tua companhia.

Bebi, fumei, joguei noites a fio.

Fui perdendo tudo que me restava de homem honesto,

sério, cumpridor dos meus deveres... Beijei a lama.

Depois soube o que te aconteceu. Aquele que te roubou

de mim, te desprezou bem antes do que imaginavas.

Foi teu primeiro sonho destruído.

Sei que és uma ¿senhora¿ rica, com vários homens aos teus pés

Mas, por mais que procures minha linda, jamais encontrarás

alguém que te ame como eu amei.

Nada mais quero de ti. Perdeu-se o encanto

Naquela época eras somente minha e atualmente

teu corpo está maculado por carinhos pagos.

Aquele corpo virgem que eu recebi agora não passa

De um depósito de lixo humano. Tu não percebes,

é claro. Pensas que todos os homens te amam

Inocente figura...Não vês tua realidade.

Tua lembrança ficará marcada em minha vida,

daquele nosso tempo feliz. Quero esquecer o teu presente

pois sinto nojo só em pensar que amei a mulher

errada e que ela hoje é uma mulher sem dono,

é mulher de todos e... de ninguém...


Jandyra
08/10/01.



Postado por Jandyra Adami.

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Sexta-feira, Julho 16, 2004



Coração solitário.



Esta sala, este sofá,

São testemunhas do nosso amor

Quantas juras trocamos, quantos beijos!!!

Aqui começamos nossa vida.

Deitavas em meu ombro

e me dizias as mais belas palavras de amor.

Eu segurava tua mão

como se ali o mundo resumisse.

Um arrepio percorria meu corpo

e aquela sensação de desejo

de possuir-te era incontrolável.

Ao longe ouvíamos um rádio

tocando músicas que nos faziam sonhar

Com os olhos fechados íamos viajando

em nosso sonho de amor...

Depois partiste, para longe, não sei.

Nossos destinos se separaram

e eu fiquei só...muito só...

Quando venho para esta sala

reviver nossos momentos

chego a sentir tua presença,

teu cheiro e carinho.

Fecho os olhos e procuro te encontrar

Nada... só o vazio da tua ausência.

Luto contra meu pensamento, minha saudade

Meu coração que até hoje não te esqueceu...


Jandyra Adami
28/08/02.


Postado por Jandyra Adami.

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